Departamento de Políticas para Mulheres do Estado tem nova diretora

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Bianca Feijó foi nomeada na última segunda-feira, 11 de novembro, pelo governador Eduardo Leite. Foto: Divulgação.


O governador Eduardo Leite publicou no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (11), a nomeação de Bianca Feijó, como diretora do Departamento de Políticas para Mulheres (DPM) do Rio Grande do Sul.

Ligado a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (STSTJDH) o departamento surgiu do reordenamento da estrutura de governo do Estado e é responsável pelas atividades de garantia dos direitos e no enfrentamento a violência contra as mulheres, anteriormente de responsabilidade da extinta Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Defensora das causas femininas, Bianca destacou-se pela sua atuação no combate a violência contra a mulher no município de Gramado, onde realizou palestras de educação não sexista nas escolas e ações de divulgação que resultaram num aumento significativo no atendimento do Centro de Referência De Atendimento as Mulheres Vítimas de Agressão do município em 227%.

Bianca organizou ainda, grupos de valorização da mulher, a Rede de Proteção à Mulher, e seu maior legado deixado para o município que é a criação do Cartório da Mulher de Gramado, que conta com atendimento diferenciado, feito por uma escrivã, preservando as mulheres que passam por situação de violência.

Bianca assume um dos maiores desafios de sua vida. “É um desafio enorme. A violência contra a mulher é um grave problema de responsabilidade pública. Precisamos falar cada vez mais sobre e combater todas as frentes estruturais desse problema”, afirma Feijó.

O Rio Grande do Sul é o único estado das regiões Sul e Sudeste do Brasil que apresentou crescimento nos casos de violência letal nos últimos dez anos. “Nós prezamos pela vida, então não podemos deixar de colocar o feminicídio como uma das prioridades do nosso trabalho. Além disso, é mais do que necessário que se trabalhe com os homens, porque a raiz do problema está no agressor. É preciso que se criem projetos onde se inclua o responsável pela agressão”, conta Bianca ao garantir que em Estados e Municípios onde já existem projetos que tratam o agressor a reincidência é baixíssima.

A partir da nomeação oficial a nova diretora assume o departamento e já sabe por onde começar. “Para que consigamos fazer nosso trabalho precisamos unir forças. As prefeituras e municípios terão que entrar nessa luta conosco, porque a violência doméstica não atinge apenas a mulher, mas a família e a sociedade como um todo”, conclui.