Necropsia vai apontar causa da morte de marmorista de Gramado

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Jurandir foi encontrado na manhã de ontem, junto a Ponte do Raposo, na divisa entre Gramado e Caxias do Sul. Foto: Divulgação


O corpo do gramadense, Jurandir Trein de Moura, 33 anos, foi sepultado nesta quarta-feira, 23 de agosto, no Cemitério da Linha 28, no interior do município. Ele foi encontrado morto nas águas do Rio Santa Cruz, em Vila Oliva na divisa entre Gramado  e Caxias do Sul na terça-feira, 22 de agosto.

A vítima estava com um profundo corte no pescoço, o qual quase provocou uma decapitação. A investigação do caso ficou a cargo da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Caxias do Sul (DHPP).

O chefe do órgão policial, delegado Rodrigo Duarte confirmou que Jurandir foi assassinado. “Estou aguardando o resultado da necropsia para saber a causa da morte, há um corte com vestígios de que foi provocado por arma branca (faca), mas ele pode ter morrido em decorrência da queda,” comentou a autoridade policial.

Vítima saiu de casa para caçar tatu

Agentes da DHPP que estiveram no local onde Jurandir foi encontrado também perceberam a existência de marcas de sangue sobre a Ponte do Raposo. Para os investigadores as manchas podem ser vestígios de que o homicídio de Jurandir foi praticado sobre a travessia e posteriormente o corpo foi jogado nas águas do rio.

O delegado Duarte destacou que as investigações ainda são “prematuras” e por isso, não há elementos suficientes que possam apontar suspeitos e a motivação do crime.

Conforme uma familiar da vítima, Jurandir costumava caçar animais silvestres de pequeno porte nos arredores do endereço onde morava no bairro Dutra. Ele teria saído de casa a pé e acompanhado de um cachorro (vira-latas) entre as 22h30 e 23 horas de segunda-feira, 21 de agosto, com o propósito de caçar tatu, e não foi mais visto.

Familiares iniciaram buscas por Jurandir

O rapaz não portava armas e de acordo com levantamento da reportagem costumava caçar tatu semanalmente.  “Era o que ele mais gostava de fazer. Ele só avisava que ia caçar e saia com o cachorro pelos matos,” comentou uma pessoa que era próxima da vítima.

Quando perceberam que Jurandir não tinha retornado, familiares iniciaram buscas pelo rapaz. Para não perder tempo com procedimentos burocráticos, familiares registraram o desaparecimento dele via DP Online. “O cachorro apareceu, mas ele não” relatou a irmã da vítima no grupo de whatsapp da família.

Na terça-feira, dia 22, pela manhã, a Polícia Civil confirmou que o corpo do homem que estava boiando as margens do Rio Santa Cruz, em Caxias do Sul, era o de Jurandir. O rapaz trabalhava como marmorista e deixou esposa e três filhas, com idades de 12, 6 e 1 ano.