Cyberbullying e estratégias de como lidar

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Cyberbullying é a prática do bullying através das novas formas de comunicação via internet e/ou redes sociais. Estes novos meios de comunicação facilitam e propiciam oportunidades e possibilidades para os jovens desenvolverem e construírem novas amizades, mas por outro lado, podem oferecer riscos no tocante a vitimização e agressão eletrônica, ou seja, um “bullying eletrônico” que pode ser mais severo, dado que o espaço virtual é ilimitado. Dessa forma, o poder de agressão se amplia, fazendo com que a vítima se sinta acuada mesmo fora da escola. E o que é pior, muitas vezes a vítima não sabe de quem se defender, que por vezes, pode ser de um falso perfil.

Estratégias de manejo que a família pode adotar para controle do uso da internet e redes sociais.

As estratégias de manejo que a família pode adotar, no caso das vítimas são:

(a) processo de psicoeducação, com auxílio de profissionais da psicologia, sobre o uso excessivo de tecnologias de comunicação e o risco de dependência da internet e evitar o cyberbullying; (b) combinar com a criança ou adolescente sobre abster-se de um aplicativo ou jogo específico; (c) anotar o tempo de uso das redes sociais, jogos virtuais ou internet. Isso fará com que o adolescente tenha noção de tempo em que passa utilizando computador e/ou smartphone; (d) incentivar os pais e/ou cuidadores a manter conversas frequentes com as crianças ou adolescentes e resgatar os convívios em família e entre amigos; (e) mesmo com o processo de psicoeducação em andamento, pais e/ou cuidadores devem entrar em contato com a escola, para informar e a situação de cyberbullying da criança ou adolescente tenha se espalhado; (f) manter uma cópia das evidências; (g) orientar para não responder as mensagens abusivas; (h) orientar a vítima a bloquear o contato online com os agressores; (i) discutir com a vítima sobre o impacto que internet pode afetar sua vida social.

As estratégias de manejo que a família pode adotar, no caso dos agressores são: (a) com os pais: reconhecer que o filho cometeu um erro e devem assegurar que não ocorrerá novamente; (b) com a escola: entrar em contato com pais e assegurar que atitudes serão tomadas a respeito da situação, por exemplo, notificar a delegacia de crimes virtuais.