Côte d’Azur

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Um deságue de beleza
cantos e saltos
fantasiando outros carnavais

no desfile pelas encostas
sobremesa de paixão
à vista
de algo que parecia
inventado

mas a Banda
só tocava aquilo que existia
até mesmo
sem a nota

desenhos estampados
pelo lúdico da face
envolvem verdadeiros

ao vento
colorida parafernália
alegoria de nós mesmas
a corja, a corte
tudo em nossas mãos

ao frescor da tarde
o belo se punha
majestade do azul ao
vermelho e sob os nossos olhos
o sol
sempre se deita