Como pode…

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Como pode a vida nos pregar peças e ficarmos sem fazer nada, sem nem mesmo indagar? Como pode a vida fazer com a gente aquilo que não podemos mudar? Várias vezes escutei da Lei do Retorno, mas fico a pensar que não vigora em todos. Parece que alguns têm privilégios que a própria vida concede, mesmo que não mereçam. Mas também, ocorre um pouco da falta de perdão da outra parte. Ou melhor, de ambas as partes.

A vida é um berço de ninar que ora está ocupada em nos balançar, ora está vazio a nos esperar. Mas, assim como todas as coisas na vida, há um tempo para ninar e outro para engatinhar. E, depois que as partes aprendem a andar, longevos se encontram para, quem sabe, um dia conversar. Ou não! Ou há a possibilidade de não conversarem. A probabilidade da vida transcende a razão humana! Ultrapassa a vontade do ser humano em se considerar merecedor da beatitude.

A vida tem suas próprias leis, e para nós, meros viventes, tem circunstâncias especiais para cada um. A Lei do Retorno tem seu momento específico para cada um. Mas, ainda fica a dúvida de quando será este momento.