Baixas temperaturas requerem um cuidado maior com as crianças

0
2748


A chegada de uma massa de ar polar nesta semana fez com que as temperaturas despencassem no Rio Grande do Sul. De acordo com a Somar Meteorologia, de sexta-feira (05) à domingo (07), os termômetros podem marcar -1º em Gramado.

As baixas temperaturas requerem um maior cuidado em relação a saúde, principalmente das crianças e idosos. Gripes, resfriados, pneumonias, crises de asma e bronquites são mais frequentes no frio. Um levantamento realizado pela Diretoria de Atenção Básica de Gramado, contabilizou 357 casos de infecção aguda respiratória no mês de junho.

De acordo com a pediatra Márcia Figueiredo a chegada de frio e umidade, comum em nosso estado nessa época do ano, traz o aumento de doenças respiratórias, já que essas são condições propícias para proliferar vírus, fungos e bactérias. “Associado a isso, os ambientes estão mais fechados e aglomerados, o que propicia também a transmissão”, alerta a pediatra.

Nos últimos dois meses, Helena Luiza Recalcatti, com cinco anos, consultou seis vezes. Segundo a mãe, Jéssica Recalcatti, além de bronquite e asma, Luiza apresentou também infecções de garganta e dor de ouvido.

Cuidados

Em relação as crianças, além manter roupas adequadas a temperatura, a pediatra orienta que é fundamental uma boa hidratação para o equilíbrio do corpo, como também uma boa alimentação, fazem toda a diferença. “Incentivar hábitos de higiene, como lavar bem as mãos com frequência e antes de se alimentar, previne contágios”, coloca Márcia.

Leite Materno, um ótimo “remédio”

Stefani Blankenhein prática aleitamento materno exclusivo com seu filho de quatro meses, Theo Blankenhein. Foto: Laura Silveira.

A pediatra destaca a importância do aleitamento materno para prevenir doenças do trato respiratório. “O aleitamento materno traz uma proteção em torno de 70% para doenças respiratórias, inclusive bronquiolite. Quer vacina mais poderosa que essa?”, incentiva Figueiredo.

No caso dos sintomas de doenças respiratórias aparecerem, ela indica que os responsáveis devem procurar atendimento pediátrico nas unidades de saúde do seu bairro, evitando atendimento em hospital, exceto nos casos de urgência.