Ateliê Miróh abre em julho em frente ao Lago Negro

0
2729


Iniciou nesta semana a produção dos chocolates autorais da Miróh Chocolate Makers. A empresa nasceu da parceria entre o  chocolatier Ricardo Campos, sua esposa Ariane Raudenberg  e a família Ziegler, de Santa Catarina, e recebeu, aproximadamente, R$ 3,5 milhões de investimentos.   

Localizada em Gramado, no Rio Grande do Sul – cidade reconhecida pelos saborosos chocolates artesanais – a Miróh chega com uma meta audaciosa: produzir um dos melhores chocolates do Brasil.  

Formado em Gastronomia na Escola de Turismo, Hotelaria e Gastronomia do CETT, de Barcelona, Campos conta que o nome do empreendimento foi inspirado no famoso artista espanhol Joan Miró e na região da Catalunha, onde morou por dois anos.  

Os empresários destacam que a ideia nasceu do desejo de criar uma marca diferente, alinhada com o processo B2Bar – já disseminado nos EUA e em alguns países da Europa –, que prima pela qualidade de ponta a ponta no processo de produção do chocolate, da escolha da amêndoa até o produto final. 

Focada nisso, a Miróh trabalhará 100% com fazendas sustentáveis, que fabricam cacau orgânico, premiado e que não utilizam trabalho escravo ou infantil. “Existem locais em Gana e Costa do Marfim que pagam U$ 200 por ano para famílias que trabalham com cacau. Para nós, não fazer parte desse sistema é uma questão social, de empatia e respeito ao ser humano”.  

Para garantir uma produção com diferentes características, mas com alta qualidade, os empresários importaram o fruto certificado de cinco países diferentes: Índia, Filipinas, Madagascar, Nicarágua e Venezuela. “Seremos a primeira empresa do Rio Grande do Sul a trabalhar com matéria-prima de origem e importada”, explica Campos, que completa: “Nossa torra será feita na Bélgica, para cumprir as leis brasileiras”.          

No Brasil, as três fornecedoras estão localizadas na Bahia e no Espírito Santo, possuem certificado de Indicação Geográfica – IG, controle de plantio e seus frutos estão entre os 10 melhores do mundo. “A fazenda do Espírito Santo venceu em 2017 o prêmio “Melhor Cacau do Brasil”, no Salão do Chocolate em Paris, maior evento mundial do segmento”, informa o chocolatier

Em dezembro de 2020, a marca inaugurou uma cafeteria na Avenida Borges de Medeiros. No cardápio, cafés especiais Blum’s Kaffee, considerada a melhor torrefação do Brasil em 2020, doces tradicionais, croissant feito com farinha francesa e doces autorais premiados, assinados por Ricardo Campos.  

Na primeira quinzena de julho, os empresários abrem as portas do Ateliê Miróh, em frente ao Lago Negro, tradicional cartão postal de Gramado. O espaço será multifuncional e vai proporcionar aos visitantes diferentes vivências com o universo do chocolate.  

No local, está a fábrica onde acontece a produção do chocolate que se transforma em drágeas, barras, bombons e que também será usado nos doces.  

Quando estiver plenamente pronto, o Ateliê terá, ainda, uma adega de cacau climatizada onde as sacas ficarão armazenadas, a Sala de Vidro criada para proporcionar experiências sensoriais aos clientes, a Sala de Aula para cursos destinados aos apaixonados pela iguaria e a Confeitaria. “Também vamos oferecer um tour gratuito, em pequenos grupos, para quem quiser saber como funciona o processo de produção. Nosso maquinário veio da Itália e, além de ter tecnologia de ponta, é bonito e atrativo para a visita guiada”. 

A Miróh também contará com edições especiais de chocolate feitos com cacau de fermentação e maturação diferentes. “Assim como o vinho, nossa matéria-prima ficará em maturação até alcançar o melhor momento para se transformar no produto final”, explica Campos, que finaliza: “Todos esses quesitos nos tornam capazes de criar um chocolate sem igual no Brasil, com sabor diferenciado, alta qualidade e personalidade”.