Artesanato, um negócio lucrativo em suas mãos

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Foto: Arquivo Pessoal.


Na última quarta-feira dia 12 de setembro realizei um workshop para os artesãos presentes no evento “Artesanato em Foco, chamado “Artesanato, um negócio lucrativo em suas mãos”.
Dentre os principais momentos do evento foi o entendimento do artesão de que além de artistas talentosos podem e devem assumir que são empreendedores e se comportarem como tal definitivamente. Com este entendimento base, fomos adiante e compartilhei técnicas de empreendedorismo, marketing e ações estratégicas.
Na apresentação busquei provocar e engajar a participação de todos. Para o melhor entendimento de sua situação desenvolvi atividades de coach em grupo, autoconhecimento e desenvolvimento de percepção de oportunidades.

Vislumbrei em minhas pesquisas 3 grandes nichos de artesãos. São eles:

Artesanato de Terapia Ocupacional: seja ela provinda do próprio artesão para ele mesmo ou ele ensinando outras pessoas a utilizarem as técnicas de artesanato para relaxarem. Um excelente exemplo que fui bem sucedida na identificação desse nicho é a de a querida Marlene Leal Garcia, coordenadora do Programa Gaúcho do Artesanato (PGA), informou que faz exatamente isso. Usa do artesanato para relaxar sua mente e produz lindas bonecas com as quais presenteia seus próximos. Do ´´ublico presente 20% estavam diretamente relacionados a este tipo de segmento.
Artesanato como Renda Extra: Este nicho é o que representa o artesão que trabalha fora e faz arte em suas horas livres de forma a contemplar um aumento de seus rendimentos com seu trabalho mannual. Este tipo representou uma minoria de 5% dos presentes.
Artesanato como Fonte Principal de Rendimentos: A maioria esmagadora estava representando este segmento. Sendo assim, expliquei a importância do artesão se sentir um empreendedor e assim fazer do seu talento e arte verdadeiramente sua fonte inesgotável de rendimentos. Uma grande observação dada pelo vice-prefeito de nossa cidade, Evandro Moschen que na ocasião estava como prefeito em exercício, foi a de lembrar que o Artesanato é de suma importância para o desenvolvimento turístico.
O Ministério do Turismo já diz isso em artigo publicado em março de 2016 onde diz: “É a arte e a cultura de um povo refletida em diversos produtos, uma arte passada de geração em geração. A regulamentação da profissão foi dada em 22 de outubro de 2015. Com a venda de suas peças para os turistas, os artesãos movimentam a economia local, geram emprego e renda não só para a família do artista como também para toda a sua comunidade.”
Para dar maior embasamento prático no que explanei, foi de fundamental importância os depoimentos de amigos e clientes tais como Priscila Soares Ferreira, proprietária da Costa Atlântico Decor, a qual informou que está de portas abertas para receber os materiais provindos dos artesãos de Gramado e vendê-los em SP já que sua loja é focada na venda de produtos artesanais de todo Brasil. A de Liliane Colorio, decoradora e colega de profissão, a qual informou a importância do artesanato em seus projetos de decoração e a de Nivaldo Feliciano que veio pessoalmente e especialmente para o evento falar sobre sua carreira como artesão. Ele fazia velas em bambus e hoje está na construção civil defendendo a auto-sustentabilidade da matéria – prima.
É queridos, foi um evento e tanto, modesta à parte.
Portanto, ações como as desta quarta passada podem e devem se repetir de forma que possamos levar aos artesãos o conhecimento necessário dos quais necessitam para fazer valer a oportunidade de empreender em seus talentos.
Que bom que pude estar junto neste momento tão importante.

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