Angústias & Drogas

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Angústia é um sentimento de ameaça e incerto, inerente à condição humana, decorrente das infinitas possibilidades que se pode ser. Dado essa conceituação é que surgem algumas questões recorrentes do tipo: quem sou eu? o que estou fazendo aqui? o que quero? o que devo fazer e o que não devo? e assim vai.

Estes questionamentos induzem as pessoas a acreditar que a vida não tem sentido e ao raciocinar assim, a tendência é de entrar em um “ciclo vicioso” quando a angústia aflora e se não souber lidar com ela, a probabilidade é de aumentar. Para minimizá-la, sem auxílio de profissionais capacitados, a tendência é tentar uma compensação em: alimentos, medicamentos ou drogas.

A dificuldade de lidar com esta angústia está num erro de interpretação, a saber: não é que a vida não tem sentido, mas quem tem que dar sentido à vida, somos nós seres humanos, porque somos um e não múltiplos, mesmo com a capacidade de pensar/raciocinar como se fossemos múltiplos. Um exemplo prático é uma frase dita na história de Alice no país das maravilhas: quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.

Se “qualquer caminho serve”, a tendência é pela solução mais fácil e rápida, que via de regra é compulsão alimentar ou álcool e/ou drogas, visto que, todos propiciam prazeres/alívios imediatos. Face a isto, muitos profissionais da saúde e o senso comum, comentem outro erro de intepretação, ao dizer que a pessoa é viciada em droga, quando na realidade o vício não é pela droga, mas pelo prazer que a droga propicia.

Com essa interpretação, o tratamento tornasse viável, cujo desafio do terapeuta, junto com o dependente de prazer, é de identificar possíveis prazeres que possa substituir o prazer que a droga propicia. Dessa forma, a pessoa dependente poderá identificar seu verdadeiro sentido para vida. Uma dica para reflexão é perguntar-se: para que serve a angústia?

Outro fator que dificulta está na forma como o dependente fora educado na infância e adolescência, onde em muitos casos, tiveram uma educação disfuncional, em que a humilhação fora predominante e/ou havia muitos conflitos familiares.

O tratamento não é simples, mas com paciência e seguindo o procedimento prescrito, é possível reverter num período não muito longo.