And in the master’s chambers,

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eles se entreolharam observando a si próprios
aquele oco escuro de raiva, silenciosa e inadiável
à revelia de toda brancura bordada entre os seus
o desejo de morte,
a fuga soturna capaz de atear fogo
em suas próprias casas em um piscar convulsivo
quando a alma se encontrar honesta:
ela quer saber
ela deseja ser
como algo que se explode
inefável.
ninguém seria o primeiro a dizer
mas o tempo
o tempo pressionava demais
furacões, alagamentos
secas
terremotos, queimadas
e a falsa nostalgia da época em que nos entendíamos.
mentira,
nós só não sabíamos que havia tanto a ser conversado
alguém diria eu desejo ardentemente o caos
e dois minutos mais tarde
se lembraria dos seus amores
faria ressalvas até se desculpar
embaraçado em mil protocolos
gritando por dentro
enfim os deuses antigos
haviam atendido aos nossos desejos:
o caos era hoje,
há muito tempo
como se pode facilmente admitir
ou concluir.
abominável, cômico, escancarado.
absurdo.
merda por merda,
eles decidiram ser francos
aquilo não ia ficar assim, perdido.
sairiam
e olhariam fundo para cada duende que viesse
ainda que fosse um espelho para si.
e saíram.