Algumas considerações sobre o mundo infantil

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– Durante o período de gestação, não é apenas o bebê que está em formação, mas também e especialmente, uma mãe, um pai, uma família. A maioria dos bebês se desenvolve plenamente por terem sido amados e desejados por seus pais e por esses terem tido a capacidade de se adaptar às suas necessidades. A história de todo bebê começa com uma dependência absoluta: necessidades de sobrevivência, do carinho, de ouvir sons, entre outros.

– A escola maternal pode ser vista como um excelente instrumento para o desenvolvimento da criança. A ampliação das relações sociais trará à criança um novo mundo, enquanto seus pais trabalham ou tem horas de “folga”; os dois lados só tem a ganhar: é um lugar de separação, mas também de idealização.

– O brincar é hoje, uma das principais ferramentas de trabalho utilizada pelos psicólogos por se tratar de uma importante via de expressão e comunicação no trabalho clínico com crianças. O brincar foi primeiramente introduzido na clínica por Melanie Klein (psicanalista infantil) e posteriormente outros psicanalistas utilizaram-se do método desenvolvendo sua clínica de acordo com teorias próprias acerca do brincar.

– Faz-se imprescindível que a criança tenha momentos de atividades livres. Por atividade livre, entende-se deixá-la sem a relação direta com um adulto (apenas com supervisão à distância para que não ocorra nenhum incidente), para que ela possa experimentar seu psiquismo e assim utilizar de lembranças para simbolizar experiências anteriores que viveu com os adultos ou com outras crianças, usando de objetos e seu próprio corpo para brincar.

– O psicólogo está entre os profissionais que pode perceber uma possível necessidade de intervenção em prováveis desajustes no desenvolvimento ou em situações de relacionamento da criança com seus pais ou com pessoas de seu convívio.

Luciane Morini Cassenote

Psicóloga – CRP 07/24521

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