“Ajudar o próximo faz muito bem”, diz a voluntária Maria Masotti

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A voluntária Maria Marta Masotti já realizou vários trabalhos voluntariamente em prol da comunidade de Gramado. Foto: Arquivo Pessoal.


Gramadense, aposentada, Maria Marta Masotti tem 78 anos e é moradora do bairro Mato Queimado. Voluntária no Banco Ortopédico de Gramado, “Dona Mariazinha”, como é usualmente chamada, já realizou trabalhos voluntários em diversas instituições da cidade, sempre em prol da comunidade gramadense.

GN – Uma lembrança marcante na infância?

Maria – Minha professora, Rosinha Cruz, é uma lembrança das melhores. Ela me ensinou a bordar e a primeira experiência foi um “guardanapinho” com desenhos de uma cozinha ornamentada. Santa professora.

GN – Como iniciou sua trajetória no trabalho voluntário em Gramado?

Maria – Sempre que a empresa me chamava para uma necessidade específica eu buscava ajuda dos colegas para solucionar as demandas. Nesta época conheci a Izabel Bergamaschi, assistente social, encontrando nela uma mestra. Em 2007, com a constituição da Cáritas Diocesana na Paróquia São Pedro, Izabel era a assistente social coordenadora. Com ela fui trabalhar e as ações eram de fundamental importância para a comunidade sendo reconhecidas por todas as secretarias municipais. Em 2013 numa parceria entre a Cáritas e o Rotary Club de Gramado, foi instituído o banco ortopédico. Fui coordenadora até 2016. Este trabalho muito me ajudou a conhecer e entender as situações de vulnerabilidade social.

GN – Qual o trabalho que desenvolve atualmente?

Maria Em dezembro do ano passado, com o apoio da Prefeitura Municipal (que cedeu o espaço), o Rotary Club de Gramado voltou a ativar o Banco Ortopédico e retomei o prazeroso trabalho iniciado em 2013.

GN – O que te move a realizar trabalhos voluntários?

Maria – Seguir o exemplo dos meus pais, que faziam visitas e ajudavam as pessoas da comunidade e localidades vizinhas que se encontravam em situações difíceis. Meu pai aplicava injeções e minha mãe era a parteira. Tudo de graça! Sempre que houver necessidade e eu for solicitada continuarei com o voluntariado.

GN – Da onde vem essa sua paixão por mexer com terra, plantar?

Maria – Eu nasci na colônia e isso me despertou uma vontade de mexer na terra, pois isso já é um dom de família. Minha mãe tinha uma horta, vendia verduras e até hoje eu tenho essa necessidade de mexer na terra. Isso é vida pra mim. Foi uma benção cuidar do Banco Ortopédico e ter esse “terreninho” pra plantar o que eu desejasse.

GN – Uma realização?

Maria – Ter conseguido completar o ensino fundamental a distância. As aulas eram transmitidas pelas ondas AM pelo MEC. As provas eram realizadas no Colégio São Carlos, em Caxias do Sul. Posteriormente fiz o ensino médio no Colégio Cenecista Visconde de Mauá, em Gramado.

GN – O que te faz feliz?

Maria – Por tudo isso me sinto plenamente realizada. Ajudar o próximo faz muito bem.

GN – Um sonho?

Maria – Conhecer Mantova, Itália, na região da Lombardia. Berço dos meus avós.

GN – Quem é a “Mariazinha”?

Maria – Continuo sendo a Mariazinha inquieta, focada em resultado, buscando estar sempre antenada nas novidades da nossa comunidade.

GN – Uma frase que defina sua trajetória?

Maria – A vida é como um jogo. Cada lance pode definir uma trajetória. Olhar o passado não como apego, mas com a importância de chegar até aqui com perseverança atingindo meus objetivos. Finalmente agradeço a Deus pelo dom herdado dos meus queridos pais que me transmitiram bons princípios de vida, religiosidade, me fazendo realizada.