A supremacia que não representa nada

0
1012


É bem verdade que na noite anterior e também no segundo tempo do grenal disputado no último sábado, podemos tirar uma conclusão: quando o Internacional consegue ter a bola em seus pés, joga um futebol ofensivo e que caminha rumo ao ataque. Porém, ao mesmo tempo em que isso é bom, também escancara aos 4 ventos um problema claro do time de Eduardo Coudet: falta capacidade de criação.

Na noite de ontem, dia 19, o Tolima teve apenas 34% de posse de bola jogando na sua própria casa. Isso mesmo, apenas 34% de posse de bola e, em sua grande maioria, conseguindo encaixar contra-ataques perigosos para a área colorada.

O Inter, em contrapartida, mesmo com os 66% restantes de posse de bola, não foi capaz de criar grandes chances. Um grande resumo disso é que a primeira finalização de todo o segundo tempo foi aos 46 minutos. Praticamente ambos os times um tempo inteiro sem chegar ao ataque.

O empate de ontem não é, em si, um resultado ruim para um Inter que joga o retorno na sua casa, no caldeirão que é o Gigante da Beira-Rio precisando de uma vitória para se classificar. Porém, se o Inter almeja o mesmo, terá que fazer mais do que isso para buscar seu resultado.

Vai precisar aprender que o futebol não é só toques para o lado sem objetividade e também que um centroavante precisa se apresentar na área quando as jogadas são construídas próximas à ela. Vai precisar encaixar as peças do seu futebol e fazer com que elas tragam resultado de criação e isso é simples de fazer, é só buscar algo que a gente sabe fazer desde que tem 2 anos de idade: conversar!