A Lei do Retorno

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Tudo que vai, volta. Tudo que estamos passando, passa. Tudo que um dia vem, volta. Tudo que a gente tem, acaba. Tudo que começa, termina. Tudo que monta, desmonta.

Mas, se tudo que tem uma ação tem uma reação, a Lei do Retorno é fato. Porém, a pergunta que não se quer calar é: para retornar, não seria preciso uma ação? Como esperar reação de algo imóvel? Como esperar uma mudança de algo que não muda? Como esperar reação de algo que não age? Logo, não se aplica com o efeito ação-reação.

A Lei do Retorno tem característica própria. Por um lado, ela, dentro da moral cristã, assemelha-se aos frutos que se semearam. Por outro lado, paira sobre as inconsequências de ações mal pensadas e/ou corrompidas. A Lei é imparcial. Não possui dados estereotipáveis nem comparativos. Sua aplicação é única e exclusivamente de cada indivíduo. Nascemos, crescemos e nos é atribuída uma legislação. Quem é nosso Júri?

Nossas próprias escolhas; quem as insere em nossa ficha? Nós mesmos; quem é nos acusa? Nossa própria consciência.

A Lei do Retorno não tem bondade nem maldade. Ela apenas cumpre sua finalidade. Aliás, ela faz até mais que isso. Ela nos ajuda sermos melhores que nossas próprias escolhas. Assim, sem muito a delirar com ela mesma, será que foi o outro indivíduo que errou contra “mim”, ou ele que errou contra ele mesmo? Sejamos livres e abertos às mudanças e desafios. Eles são muitos, mas também, os nossos alimentos “anímicos” são nossos amigos. E, não podemos escolher qualquer “parceiro” para advogar em nosso desafio. Amigo verdadeiro nos dá anima (alma, Lat.) E, anima nossa consciência para nossa própria defesa. Mas, como toda lei, a Lei do Retorno tarda, mas não falha.

Dieison Barcarolo
sem.jak2015@gmail.com