A injustiça da justiça

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A medida que mais se conhece sobre o sistema de justiça neste país, mais claro fica que, ao invés de fazer justiça, promove o ódio entre pessoas, a começar pela Vara de Família.

A seguir, avalie a seguinte situação: mulher nascida na Alemanha, no mesmo ano que iniciou a segunda guerra mundial, seu pai fora convocado e como muitos, morreu. A viúva, mãe de dois filhos, casou-se novamente e veio morar no Brasil, porém impregnada das dificuldades inerentes da época e do local, onde morou. Imaginem o trauma que estas crianças tiveram na psique e com o trauma com que foram educados.

O processo de educação de filhos, ao longo da história da humanidade e ainda continua em muitas famílias, a educação de filhos é semelhante ao adestramento de animais, ou seja, para os acertos há recompensa e nos erros, há punição. Nos humanos, além da punição física, há também a “punição verbal”, a humilhação, a descaracterização da pessoa e etc. Como se isso não fosse suficiente, estão submetidas ao bullying nas escolas. Esse padrão de educação, ainda é encontrado em algumas famílias. Considerando que não há escolas com função de como educar filhos, o processo de deseducação de filhos, torna-se recorrente, o que pode ser observado, na grande maioria das pessoas.

De deseducação em deseducação, é que os profissionais são forjados, porém para algumas profissões, como advogados, médicos, enfermeiros e etc., o profissional deveria submeter-se a psicoterapia ou que em sua formação, tivessem conhecimento suficiente do ser humano, para compreender melhor a dinâmica da demanda.
No caso da justiça, para ser juiz, é exigido que tenha formação na área do direito, como formação básica.

Diante disto, a pergunta: como avaliar e julgar um ser humano sem conhecimento em psicologia? Em outras palavras, pode se interpretar que, nas “mãos” da justiça o ser humano é considerado um objeto e não um sujeito, como verdadeiramente ele é.

Não por acaso é que há um número crescente de advogados que desenvolve a síndrome de burnout, por tentar defender o indefensável. Aos que não desenvolvem esta síndrome, provavelmente pode ter transtorno de personalidade.