A doença de Alzheimer e a saúde mental do cuidador

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Receber a notícia de que algum familiar
desenvolveu doença de Alzheimer nunca é fácil, especialmente pela
impossibilidade de cura e a intensa progressão dos sintomas. Assim, são comuns
sentimentos de impotência, raiva e medo.

A tarefa de cuidar, especialmente se for de um familiar, é árdua e de muita responsabilidade. É preciso muito tempo e energia, destinados a tarefas muitas vezes desagradáveis, psiquicamente estressantes e desgastantes fisicamente, geralmente por longos períodos. Uma pessoa com Alzheimer necessita de supervisão e vigilância constantes.

O cuidador passa a ter uma demanda intensa de tarefas, além de ter sua vida pessoal modificada, já que precisará adaptar suas antigas tarefas, reorganizando assim toda sua rotina. O cuidado de alguém com Alzheimer é uma tarefa múltipla, por isso a divisão de tarefas é necessária.

Existe uma denominação chamada estresse do cuidador, que se trata de uma condição que afeta duas a cada três pessoas que cuidam de um doente. Entre os sintomas estão o cansaço, irritação, insônia, perda ou ganho de peso e vontade de isolamento.

A redução do estresse pode ser encontrada no apoio emocional, social e familiar. O cuidador precisa ser cuidado, para suportar perdas, construir alternativas e aproveitar possibilidades. Com a intensa carga de tarefas, é comum que os cuidadores se alimentem mal, durmam pouco, não pratiquem exercícios; todos esses são fatores que aumentam o estresse. Contar com uma rede de apoio também pode ser fundamental. Contratar um profissional ou contar com ajuda de familiares para auxiliar nos cuidados é importante.

O limite do cuidar deve ser quando o cuidado se torna tão desgastante que afeta a saúde de quem cuida. Parece óbvio, mas para cuidar é preciso estar bem. Busque informação, conhecimento e apoio emocional. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).  

Luciane Morini Cassenote

Psicóloga – CRP 07/24521

psicologalucianemc@gmail.com

Instagram: @psicologalucianemc